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Plantar Propagação de uma escalónia por estaca semi-lenhosa

 

 

 

 
 

 

O Ruralidades foi propagar uma escalónia através do método da estacaria.

 

 

 

Para o efeito precisou do seguinte material:

X-acto

Tesoura de poda

Copos de plástico

Composto leve com húmus e areia

Escalónia

Luvas

Tabuleiro fundo ou local que sirva para depósito de água

 

 

 

O objectivo desta propagação é criar uma sebe com cerca de 90 pés que visa proteger uma moradia do vento que sopra de norte e de alguns olhares indiscretos.

A nossa equipa chegou ao local numa manhã de Julho e encontrou algum nevoeiro e chuva miudinha.

 

 

 

Depois de dissipado o mau tempo, pusemos o material em cima da mesa que se encontrava junto da escalónia à qual seriam retiradas as estacas. Convém fazer este trabalho pela manhã porque as plantas estão repletas de água.

 

 

 

Quando a propagação por semente e o enraizamento de estacas lenhosas se prevêem difíceis ou até impossíveis, o melhor é optar pelas estacas semi-lenhosas que ganham raiz com maior facilidade.

 

 

 

É um método de reprodução assexuada de plantas muito utilizado em kiwis, ásteres, crisântemos, alfazema, choisias, escalónias, entre muitas outras plantas.

 

 

 

As estacas semi-lenhosas retiram-se dos ramos nascidos no ano em que se faz o corte da estaca e devem ser cortadas junto ao ramo principal quando ainda estão em crescimento.

 

 

 

Corte um número superior de estacas para além das necessárias, não vão algumas não enraizar.

 

 

 

Começámos por furar cem copos de plástico em baixo e nos lados com um x-acto para que a água possa entrar livremente e encharcar o composto.

 

 

 

 

 

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Com uma tesoura de poda bem afiada,

 

 

 

cortámos junto do tronco principal do arbusto a quantidade de ramos jovens e necessários ao nosso trabalho.

 

 

 

 

 

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Cada ramo, depois de tratado, representa uma estaca. Atenção que apenas devem ser escolhidos os ramos que apresentam folhas jovens, e por isso necessariamente mais pequenas e de cor verde-claro.

 

 

 

De seguida, cortámos com a tesoura de poda a parte inferior de cada ramo,

 

 

 

bem como a superior para conseguirmos obter estacas com cerca de 10 a 15 cm de altura.

 

 

 

A parte de baixo deve sofrer um corte plano (a direito) junto do nó (se o houver – depende da planta) ou do gomo;

 

 

 

Já o corte da parte superior da estaca deve ser feito na diagonal; imediatamente abaixo deste corte têm de ficar duas folhas jovens ao mesmo nível. Se a planta tiver nós corte a estaca com pelo menos 4 nós.

 

 

 

Apenas se deixam duas folhas para que a estaca possa respirar sem transpirar. Com a transpiração perdem-se nutrientes e a água evapora com mais facilidade.

 

 

 

 

 

Se as folhas da planta com a qual pretende fazer estacas forem grandes corte-as ao meio com a tesoura de poda para que não “roubem” a energia necessária à estaca que se pretende enraizar. Naturalmente que se houverem flores ou botões na estaca estes devem ser igualmente todos retirados.

 

 

 

Depois da estaca cortada com o tamanho que se pretende, é necessário retirar com cuidado todas as folhas que estão agarradas a ela, excepto, as duas de cima que como já foi referido têm de estar niveladas.

 

 

 

Atenção: se a estaca ficar ferida ou com rasgos a raiz pode não se desenvolver - retire as folhas com uma tesoura de poda muito afiada ou com a mão, mas com cuidado. Faça cortes limpos.

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Quando a estaca estiver pronta encha os copos de plástico com o composto,

 

 

 

e espete uma em cada um dos copos com as folhas viradas para cima.

 

 

 

A estaca deve ficar enterrada pela metade e a terra deve ser bem compactada com os dedos.

 

 

 

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Concluída esta operação deposite os copos dentro de um tabuleiro fundo ou num local preparado para o efeito.

 

 

 

O objectivo é os copos ficarem submersos pela sua metade e proteger as plantas com um plástico (a fazer de estufa) que deve no entanto deixar circular algum ar (nomeadamente por baixo) para que não se formem manchas e bolores. Não coloque vidro, porque com o aquecimento deste material fará com que a estaca possa ficar assada.

 

 

 

 

 

 

 

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No nosso caso optamos por colocar as estacas dentro de uma floreira que foi limpa e preparada para o efeito.

 

 

 

 

 

 

 

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Esta floreira nunca apanha sol – as estacas não podem estar sob sol directo. Querem luminosidade, mas indirecta num ambiente extremamente húmido. O calor é essencial.

 

 

 

Não se esqueça de verificar o nível da água do tabuleiro diariamente e ir enchendo com a necessária regularidade.

 

 

 

Os primeiros quinze dias são cruciais. A terra tem de estar sempre encharcada, as estacas devem ser borrifadas e estar criado um ambiente de estufa propício ao aparecimento e desenvolvimento de raízes.

 

 

 

Só a partir da primeira quinzena se devem começar a ver as primeiras raízes. Quando estas já estiverem desenvolvidas, vá ambientando as plantas ao exterior, começando por destapar aos poucos o plástico que as protege.

Se tudo correr bem, as estacas podem ser transplantadas no prazo de um mês e meio a dois meses, poupando-se muito dinheiro na aquisição de plantas que formam sebes.

O corte destas estacas deve ser feito entre meados de Julho e finais do mês de Agosto.

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Note bem:

1 - Há quem deite um grão de trigo no fundo do composto para que as suas raízes favoreçam o aparecimento e desenvolvimento das raízes das estacas retiradas do arbusto.

2 – Há ainda quem utilize hormonas de enraizamento em pó. Se optar por essa solução tenha em atenção que só deve mergulhar no pó a metade da estaca que vai ficar coberta pelo substrato. Sacuda o excesso de pó que ficar na estaca antes de a enterrar.

 

 

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