Lombardo – Bom dia, Senhor António Martins. Sabe ensinar-me uma maneira para as minhas roseiras estarem sempre floridas?
António Martins – Sim, há uma maneira. Assim que as flores começam a murchar devem ser cortadas para que outras possam rebentar, nascer no seu lugar. E rebentam exactamente no sítio por onde as cortamos.
Lombardo– Cortamos com uma tesoura de poda?
António Martins – Não, nada disso, devem cortar-se à mão.
Lombardo – Por onde?
António Martins – Elas têm um ponto específico por onde devem ser cortadas. Está a ver estas duas folhinhas pequeninas, que estão nas hastes imediatamente abaixo de cada rosa?
Lombardo – Sim…
António Martins– É só dar uns toquezinhos ao de leve para ambos os lados e retirar a flor morta. É exactamente por aqui que vai nascer outra rosa.
António Martins – A flor morta deve ser retirada imediatamente da roseira. Caso contrário, a roseira poderá vir a sofrer de podridão e ser atacada pelo míldio.
Lombardo – Como sei que a roseira está a ser atacada? Quais os sinais?
António Martins – Se for míldio as folhas ficam amarelas; se se tratar de podridão começam a ficar castanhas. As roseiras são muito frágeis e delicadas. Precisam de muita atenção.
Lombardo – Ok. Muito obrigado.