Aprender de A a Z
Entrevista: Poejo

Maria Emília – Ora viva, Sr. Lombardo!
Lombardo – Boa tarde, Maria Emília.
Maria Emília – Vou à Lameirinha. Quer vir?
Lombardo – Faço-lhe companhia. O que lá vai fazer?
Maria Emília – Vou apanhar um pouco de poejo. Já o vi lá por alguns caminhos. É uma erva que cresce de forma espontânea em locais onde há curso de água. Gosta muito de água. Também é conhecida pela erva-de-São-Lourenço
Lombardo – Estamos no tempo da apanha?
Maria Emília – Pois, agora em Julho, Agosto deita a flor. É a erva de São Lourenço.
Lombardo – E que bonita que ela é!
Maria Emília – É sim senhor – meia lilás.
Lombardo – E precisa do poejo para quê?
Maria Emília – Olhe, vou levar algum com raiz para por no meu quintal. Às vezes faz-se falta para temperar migas. Mas olhe que também é bom para maleitas do aparelho digestivo.
Lombardo – E usa-o muitas vezes?
Maria Emília – Nem por isso. Mas sabe que até há uma sopa de poejo com queijo fresco e em açordas?
Lombardo – Não sabia. Mas tem de o deixar secar para o usar?
Maria Emília – Não. Pode ser usado fresco ou seco. Normalmente uso-o nas carnes de carneiro, de ovelha… Mas também dá um óptimo chá. Junta-se umas gotas de limão e é óptimo para quem sofre de problemas de estômago.
Lombardo – E cheira bem.
Maria Emília – Olhe, sabe que às vezes os antigos usavam esta erva para fazer a cama dos animais. Afastava as pulgas.
Lombardo - Ora aí está uma boa notícia. Dessa não me vou esquecer.
Maria Emília - Até nas casas se utilizava poejo. Queimava-se a erva para afastar insectos.
Lombardo – E agora vai pô-lo aqui o seu jardim?
Maria Emília - Sim, só um pouco. Se pegar depressa crescerá.
Lombardo – Então, quando tiver em demasia, vou precisar de algum. Quero ver se passo a dormir mais descansado…
Maria Emília – Combinado, Sr. Lombardo, está combinado!
NB – O Ruralidades não se responsabiliza pelo uso indevido de ervas e plantas. Aconselhe-se com um especialista





















