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Entrevista: Cavalinha

 

 

 

 
 
maria emilia g

 

Maria Emília Monteiro

 

Colaboradora Habitual do Ruralidades

 

 

Lombardo – Maria Emília! Sempre na apanha das ervas…

 

 

 

Maria Emília – Boa tarde, Sr. Lombardo.

Lombardo – Que erva é essa?

Maria Emília – É cavalinha.

 

 

 

Lombardo – Já ouvi falar, sim. Conheço quem beba do seu chá.

 

 

 

Maria Emília – Sim, faz bem. Ataca a anemia, hemorragias, acne. Também é diurética, ataca infecções urinárias, problemas da próstata….

 

 

 

Lombardo – Costuma beber este chá?

Maria Emília – Não… mas sei que não se pode abusar. Pode causar problemas intestinais e até intoxicação.

Lombardo – Que parte da planta é utilizada para o chá?

Maria Emília – Toda. Pica-se o caule e as folhas de forma miudinha.

 

 

 

Lombardo – É de um verde intenso. Parecem pinheiritos.

 

 

 

Maria Emília – Pois é. E já viu o caule. É muito bonito. Esta erva também é conhecida por rabo de cavalo.

 

 

 

Lombardo – E dá flor?

Maria Emília – Não. Nem flor nem sementes.

 

 

 

Lombardo – Então como se reproduz?

Maria Emília – Através do caule fértil, que tem na sua ponta uma espiga que produz esporos ou através do rizoma.

 

 

 

Lombardo – Caule fértil?

Maria Emília - O caule fértil nasce na primavera e costuma ser pequeno e avermelhado. Depois a erva vai crescendo, o caule fértil acaba por murchar e aparece o caule estéril, que é mais alto e verde. É este caule que tem efeitos medicinais. Agora, em Agosto, é boa altura para o apanhar.

 

 

 

Lombardo – Até parece bambu.

 

 

 

Maria Emília - Sim, parece. É por ser bonita que também se costuma usar em jarras e arranjos de flores.

 

 

 

Maria Emília - E já a vi com caules mais grossos. Passando a estrada da Azenha Regal há cavalinha com 70 cm – e o caule é bastante mais grosso. O que é natural porque estão ao pé do ribeiro, junto a água, desenvolvem-se mais.

 

 

 

Lombardo – O caule tem alguma utilização?

 

 

 

Maria Emília – Já ouvi dizer que quando a erva morre, o caule serve para fazer flautas – o caule é oco por dentro.

 

 

 

Lombardo – Bem, também vou levar umas poucas para mim. Tem aí a tesoura?

Maria Emília – Leve, leve. Sempre pode oferecer um ramo bonito à sua namorada.

Lombardo – Umpf!

 

 

 

NBO Ruralidades não se responsabiliza pelo uso indevido de ervas e plantas. Aconselhe-se com um especialista

 

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