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Entrevista: Dedaleira

 

 

 

 
 
maria emilia g

 

Maria Emília Monteiro

 

Colaboradora Habitual do Ruralidades

 

 

Lombardo – Que planta bonita, Maria Emília! As flores parecem campainhas em cachos!

 

 

 

Maria Emília – É uma dedaleira. Também há quem a chame de erva-dedal porque as suas flores parecem um dedal. É conhecida por ser venenosa, tóxica, mas tem propriedades medicinais. Sei que é usada em medicamentos que ajudam a tratar de alguns problemas cardíacos.

 

 

 

Lombardo – E têm-na no seu quintal?

Maria Emília – Não – é vista aí mais pelos campos. Mas olhe que é boa para fazer bordaduras e para ter em vasos. Fica muito vistosa.

 

 

 

Lombardo – As flores são bonitas. E são pintalgadas por dentro.

 

 

 

 

 

Maria Emília – Olhe, os cachopos, quando a gente andava na escola, agarravam nelas e davam estalos. Quer ver como se faz? Vou apanhar uma.

 

 

 

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Lombardo – É divertido!

 

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Maria Emília – Pois é, mas é muito tóxica. É preciso muito cuidado com ela.

 

 

 

Lombardo - São as flores a parte utilizada na medicina?

 

 

 

Maria Emília – Não, são as folhas depois de secas.

 

 

 

Mas nem experimente em fazer chá disto, Sr. Lombardo. Vai logo desta para pior! Tem a mania que sabe tudo e um dia ainda se dá mal. Olhe que esta planta é venenosa, ouviu?

 

 

 

 

 

Lombardo – Não se preocupe, Maria Emília. Eu cá só gosto de coisas boas. Onde estão as sementes da planta?

Maria Emília – Estão no fruto. Depois da floração a planta produz as sementes e acaba por morrer.

Lombardo – E nunca as semeou?

Maria Emília – Por acaso já as semeei, sim senhor. Já há muitos anos.

Lombardo – E como é que o fez?

Maria Emília – É simples – As sementes não devem sequer ser enterradas – basta pressioná-las um pouco na terra. Passadas duas semanas já aparecem as primeiras folhas.

Lombardo - Resiste durante muito tempo?

Maria Emília - Esta planta dura 3 anos – depois morre. Mas como se propaga facilmente nunca corremos o risco de ficar sem ela.

 

 

 

Lombardo – E com esta vou-me embora. Hoje sinto-me cansado, Até logo. Vou ver se durmo um pouco.

Maria Emília – Até logo, Sr. Lombardo.

 

 

 

NBO Ruralidades não se responsabiliza pelo uso indevido de ervas e plantas. Aconselhe-se com um especialista

 

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