Aprender de A a Z
Entrevista: Louro

Lombardo – Maria Emília, tem aqui um grande loureiro. Parece uma árvore…
Maria Emília – Há anos que ele já aqui está.
Lombardo – Rega-o?
Maria Emília – Não, nunca. Apenas vai bebendo a água da chuva e mais alguma que ali passe por engano.
Lombardo – E desbasta-o?
Maria Emília – Sim, de vez em quando é cortado, senão já estava muito maior.
Lombardo – Utiliza as suas folhas frescas na culinária ou apenas as folhas secas?
Maria Emília – Sempre as utilizei secas.
Lombardo – Porquê? Se forem frescas dão um sabor mais intenso.
Maria Emília- Sim, mas utilizo-as secas. Trago para casa um raminho e espero que seque para o usar.
Lombardo – E de sol? Gosta?
Maria Emília – De sol e sombra – é meia sombra.
Lombardo – É verdade que o veio que está no meio da folha é venenoso e deve ser retirado antes de temperar a comida?
Maria Emília – Um dia uma senhora disse-me que sim, mas o porquê não sei. Eu tiro sempre. Ficam só as folhitas no tacho.
Lombardo – O loureiro dá flor?
Maria Emília – Lá para Março, Abril, dá um espigozito com uma flor em tons de amarelo. Portanto, deve dar semente também. O louro alastra muito. Vai aparecendo espontaneamente por vários locais do quintal e não precisa de nenhum cuidado em especial. Fica um arbusto bonito com dupla utilização: decorativa e gustativa.
Lombardo – Muito obrigado!!!
Veja aqui o filme do loureiro do quintal da Maria Emília
NB – O Ruralidades não se responsabiliza pelo uso indevido de ervas e plantas. Aconselhe-se com um especialista



