Entrevistas Jardim
A estufa do Sítio das Plantas
O nosso entrevistado, João Mendes, é proprietário do Restaurante Pôr-do-Sol II em Aveiras de Cima e do Centro de Jardinagem que lhe é contíguo. Nasceu em Oleiros, mas desde cedo deslocou-se até aos arredores de Lisboa para desenvolver o seu projecto e área de negócio. Quando lhe perguntámos se o seu core-business dedicado à floricultura era “florido” respondeu: “Sim. Se trabalhasse aqui comigo durante uns poucos de dias, rapidamente aprendia tudo o que havia para aprender! E ficava a gostar!”
Ruralidades – Há quanto tempo é proprietário desta estufa?
João Mendes – Estou aqui há dois anos.
Ruralidades – Qual é a área?
João Mendes – Só a estufa tem 2.000m2..
Ruralidades – E a parte exterior adjacente??
João Mendes – São 80.000 m2.
Ruralidades – A estufa já existia quando comprou este terreno?
João Mendes - Não. Fui eu que a estruturei de raiz.
Ruralidades – De onde vieram todas estas plantas?
João Mendes - A maior parte veio da Holanda, outras são nacionais, italianas, francesas, espanholas, chinesas…
Ruralidades – Mas tem aqui muitas plantas. Quanto tempo demorou para conseguir pô-las aqui?
João Mendes – Repare: posso encher a estufa em duas semanas – só preciso ter os conhecimentos necessários nacionais e internacionais. É como um supermercado que na véspera da abertura tem as prateleiras vazias e de hoje para amanhã fica com elas cheias.
Ruralidades – Antes desta estufa trabalhava onde?
João Mendes - Tinha outra estufa perto daqui e há 3 anos comprei este terreno, que é muito maior, mas já trabalho neste sector há quase 30 anos.
Ruralidades - Faz importação e exportação?
João Mendes - Exactamente.
Ruralidades – Então, esclareça-me por favor como é que as plantas se conservam durante um longo transporte.
João Mendes - Com as condições adequadas. E acredite que é mais rápido virem plantas da Holanda para cá (cerca de dois dias) do que às vezes do Algarve. As boas vias de comunicação são muito importantes.
Ruralidades – São transportadas em camiões, certo?
João Mendes - Sim, em camiões frigoríficos com a temperatura adequada a cada espécie.
Ruralidades – Não vende flores sem serem envasadas?
João Mendes - Não, só em vaso.
Ruralidades – Sabe se a importação/exportação de flores de corte se faz também através do mesmo método – camiões frigoríficos?
João Mendes - Sim, é o mesmo. Tem que se ter em atenção à temperatura e são transportadas por via terrestre ou aérea. Posso dizer-lhe que há estufas em Portugal que fazem podas de determinada planta, põem-nas no avião e ao fim de 24 horas estão a ser plantadas noutro país, na Turquia, por exemplo.
Ruralidades - E o Senhor João Mendes exporta para que países?
João Mendes - Praticamente, a minha exportação é só para Espanha.
Ruralidades – E exporta que produto?
João Mendes - Opheopumnigra.
Ruralidades – E isso é o quê?
João Mendes - Erva. Relva de sombra. É o que tenho vendido mais para Espanha. Vendo de dois tipos: a Opheopumnigra negra e a Opheopumnigra japónica.
Ruralidades – Os espanhóis utilizam esta relva para que fins? Campos de futebol, jardim...?
João Mendes - Estou em crer que é mais para jardim. Em Portugal também é muito utilizada.
Ruralidades – O volume de vendas para o exterior é significativo?
João Mendes - Não posso dizer isso, apenas que se trata de exportação e que todas as divisas que puderem vir para o nosso país são sempre bem-vindas. Às vezes ganho menos a exportar do que se vendesse em Portugal, mas considero as divisas muito importantes.
Ruralidades - Tem empresas ou instituições nacionais que lhe compram produtos, ou o seu comércio é mais dedicado aos particulares que por aqui vão passando?
João Mendes - Vendo para muitas empresas e instituições, desde o Estado à Santa Casa da Misericórdia. Tenho carros a fazerem transporte de plantas diariamente. Na verdade, esta estufa não é tanto dedicada à venda a particulares – tem por base um volume de negócios superior, embora muitos particulares nos visitem e são sempre bem-vindos e atendidos.
Ruralidades – E há alguma planta que seja mais solicitada ou vão vendendo um pouco de tudo?
João Mendes - Isso depende do arquitecto ou do cliente – são eles que mandam. Cada um tem os seus gostos e eu só tenho que ter a variedade suficiente para os fornecer.
Ruralidades – Tem uns vasos de dimensões gigantescas dentro e fora do perímetro da estufa. São para venda? Como é que os transporta?
João Mendes - Sim, são para venda. Temos um camião equipado com uma grua. Tudo o que aqui está é vendável.
Ruralidades – Quantas pessoas trabalham aqui consigo.
João Mendes - São 12 que ajudam negócio da venda.
Ruralidades – As estufas são sempre feitas da mesma maneira, com este tipo de material?
João Mendes - Não, esta estufa é de vidro.
Ruralidades - É mais resistente às intempéries?
João Mendes - Isso é uma questão de sorte. Com os ventos fortes que se fizeram sentir no final do Inverno de 2009, a vibração dos vidros de cima foi tão grande que se partiram.
Ruralidades – A estufa parece ser bastante resistente…
João Mendes - Sim, há umas estufas mais resistentes que outras, mas isso tem a ver com a estrutura. Contudo, se o vento for muito é preferível partir o vidro do que levar com ele toda a estrutura.
Ruralidades – A estufa foi construída por uma empresa, correcto? Não foi o senhor que a pôs de pé?
João Mendes - Sim, foi uma empresa especializada no assunto. Não sei fazer estufas, nem plantas. Só sei comercializá-las (risos).
Ruralidades – Que tipo de rega é que utiliza?
João Mendes - De aspersão – tenho os aspersores colocados no cimo da estufa.
Ruralidades – Rega quantas vezes ao dia?
João Mendes - Só há noite durante 20 minutos. Mas também depende do calor que está.
Ruralidades – Os aspersores estão regulados consoante o tipo de plantas?
João Mendes - Não. A quantidade de água é igual para todas
Ruralidades – Sempre que entro num centro de jardinagem é raríssimo encontrar uma planta que aparentemente não esteja em condições de venda. Qual é o segredo para as plantas transpirem beleza?
João Mendes - Bem, às vezes até acontece que quando se compra a flor mais bonita, esta rapidamente acaba por secar e morrer. Ao invés, uma planta menos vistosa pode estar assim por não se estar a dar bem com o clima da estufa e quando chegar a sua casa pode reavivar e desenvolver-se como nunca se teria desenvolvido nestas condições. Está tudo relacionado com as condições climatéricas.
Ruralidades – Aduba as plantas?
João Mendes - Sim.
Ruralidades – Com que frequência?
João Mendes - Duas vezes por semana – são adubos foliares, líquidos. Não queremos que a planta cresça – apenas que esteja bonita e em bom estado de saúde para que se possa vender. Se se estraga vai para o lixo. É um prejuízo.
Ruralidades – Se eu quiser adquirir uma planta, o que devo ter em consideração para me certificar do seu bom estado de saúde?
João Mendes - Aqui, todas as plantas estão de boa saúde.
Ruralidades – Sim, não digo o contrário, mas por exemplo, é comum dizer-se que se as raízes das plantas estiveram a sair para fora dos buracos do vaso é sinal que estão a sufocar e que não resistirão muito mais tempo. Isto é verdade?
João Mendes - Nada disso. É sinal que a planta está bem enraizada. Agora se as folhas estiverem amareladas ou negras, meio apodrecidas, já a aconselho a não a comprar. O aspecto, por vezes, pode ser tudo.
Ruralidades – E o musgo que encontramos na terra de alguns vasos. Significa alguma coisa?
João Mendes - O musgo nalgumas plantas até constitui um bom sinal – conserva a humidade que lhes é necessária. Noutras é sinal que já estão muito velhinhas.
Ruralidades – Também reparei que vende vasos. Qual o melhor recipiente para envasar uma planta?
João Mendes - É o barro. Mas bem vistas as coisas qualquer vaso é bom. Depende das condições e do local onde vai colocar a planta. Se for para estar ao sol o barro consegue manter a planta muito mais fresca; se for para estar à sombra tanto faz. Repare – o de plástico não suja tanto a casa, é mais leve, há mil e uma cores e feitios para escolha….
Ruralidades – Mas a composição do plástico, aquelas partículas menos saudáveis, não interferem com a planta?
João Mendes - Não, não, não se misturam com a terra, nem fazem mal à planta. O único senão num vaso de plástico é que se este for muito claro, de cor branca, por exemplo, deixa entrar claridade para as raízes e estas não gostam de claridade, o que significa que a planta pode morrer. Depois se o vaso de plástico estiver ao sol a planta tem que ser regada todos os dias.
Ruralidades – Há ainda quem opine que a planta deve ter sempre um prato por baixo do vaso para acumulação da água da rega. É verdade?
João Mendes - Bem, o prato é bom porque permite regar a planta por baixo – das duas, uma: ou rega a terra, por cima, ou deita água no prato para que as raízes chupem a água. Quando vir que a terra está seca, volta a deitar água no prato e o processo de rega inicia-se novamente. Mas não deve por água no prato se a terra estiver molhada, porque a raiz pode apodrecer.
Ruralidades – Portanto, ou rego a planta por cima directamente na terra, ou rega a planta por baixo utilizando um prato. Agora, a acumulação destes dois tipos de rega é que são de evitar, correcto?
João Mendes - Sim, é isso. A diferença é que se regar por cima, a planta consome de uma só vez tanta água que lhe chega, pelo menos, para dois dias.
Ruralidades – E o tijolo partido que se costuma, ou se deve por no fundo dos vasos é apenas por uma questão de drenagem, certo?
João Mendes - Sim, é só para a drenagem
Ruralidades – Também vende terra ou substracto?
João Mendes - Sim, isso que está a ver é terra misturada com casca de pinheiro para não ficar tão compacta.
Ruralidades – Qual é a melhor terra para envasar plantas?
João Mendes - Depende da planta. Mas quanto mais leve for melhor, para não apertar as raízes. Os restos da limpeza das matas são excelentes para misturar na terra para envasar plantas. Mas não quer dizer que não haja excepções.
Ruralidades – Quando as folhas das plantas começam a ficar amareladas ou negras devem ou não ser cortadas?
João Mendes - De preferência, devem ser arrancadas completamente e não apenas retirada a parte da folha que se encontra doente. É uma maneira de não propagar uma eventual doença ou praga.
Ruralidades – Aqui na estufa têm aparecido algumas pragas ou doenças?
João Mendes - Não, temos tudo controlado. Aliás, temos visitas quinzenais e/ou mensais do Ministério da Agricultura.
Ruralidades – E essas visitas são comuns em todas as estufas de Portugal?
João Mendes - Sim, às que estão legalizadas. (risos) Toda a empresa, seja de floricultura, seja de agricultura tem que estar inscrita no Ministério da Agricultura.
Ruralidades – Quando se rega uma planta em flor, esta pode ser molhada?
João Mendes - Não, caso contrário pode apodrecer.
Ruralidades – Imagine que tenho um jardim com rega de aspersão. Naturalmente que ao regar o relvado não tenho como evitar que algumas flores se molhem….
João Mendes - Mas se a flor estiver no exterior é completamente diferente, porque seca mais depressa, o próprio ar seca a flor.
Ruralidades – Estou aqui a ver muitas orquídeas. As que estão no cesto, com as raízes descaídas fora do vaso e que se encontram penduradas vivem sem terra?
João Mendes - Sim. São as orquídeas Vandas. Não precisam de terra para se alimentarem. Há de diversas cores e variedades.
Ruralidades – Alimenta-se do quê?
João Mendes - A humidade da estufa é suficiente para as alimentar. Mas também podem estar numa marquise ou na rua penduradas numa árvore. O essencial é que exista um efeito de estufa que lhes permita sobreviver com a humidade existente no ar. Mas depois também temos outro tipo de orquídeas como as phalaenopsis, os symidio. Estas últimas são as mais conhecidas e vendidas. Também são as que se dão melhor no exterior. Mesmo no Norte do país, vêem-se muitas nas varandas. Também as há de muitas cores.
Ruralidades – Dado o grau e humidade necessário à sobrevivência das orquídeas, as vendas decaem no verão?
João Mendes - Sim, até as orquídeas symidio se vendem menos. Está muito quente e a flor abre muito rapidamente. As orquídeas preferem temperaturas mais amenas. É por isso que não têm tanta comercialização nesta época do ano.
Ruralidades – Imagine que não percebo nada de plantas (o que até é verdade - risos) – o que me aconselharia a levar para casa?
João Mendes - Pois, é como eu, também não percebo nada disto (risos). Mas repare, não há plantas que não morram – podem é durar mais ou menos tempo, certo? Aquela planta que às vezes pensamos estar de boa saúde e até a aconselhamos a um amigo pode ser a que morre mais depressa. Agora, o que eu acho importante é que a pessoa conheça o espaço que vai ocupar com essa planta, bem como as condições de luminosidade, humidade… mas o espaço é o mais importante para o sucesso no desenvolvimento de uma planta.
Ruralidades – Aquilo que estou ali a ver são canas de bambu… Estão muito na moda, não estão?
João Mendes - Sim, e alimentam-se só de água. São meramente decorativas. Não são para crescer e duram bastante tempo. Os clientes preferem-nas com os rebentos pequenos, embora também conheço quem goste delas um pouco maiores.
Ruralidades – Isto é um Poto?
João Mendes - Sim é um scindapsus aureus. Depois também temos os scindapsus pictus, etc.
Ruralidades – Aquilo que estou ali a ver são canas de bambu… Estão muito na moda, não estão?
Ruralidades – Tenho um em casa e começou a perder a folha. Optei pela solução radical de o podar…
João Mendes - Pode ter sido do frio, ou falta de luminosidade ou ainda da rega. Por isso é que há pouco referir que o espaço da planta é muito importante. Por exemplo, estas plantas com o frio morrem. Mas se for ao Brasil pode vê-las nos passeios no meio da rua.
Ruralidades – E se eu quiser manter uma flor durante mais tempo em jarra sem que morra…. Há algum segredo?
João Mendes - Não sei, não tenho esse tipo de conhecimentos.
Ruralidades – Mas nunca ouviu dizer que se deitar uma aspirina na água que a flor resiste mais tempo?
João Mendes - Pois, mas eu nunca comercializei planta de corte.
Ruralidades – É verdade que por vezes se deitam produtos nas plantas para que mudem de cor?
João Mendes - Sim, é verdade.
Ruralidades – E essa alteração de cor também pode ser feita numa planta envasada?
João Mendes - Sim.
Ruralidades – E que produto é esse?
João Mendes - Isso, cada produtor tem os seus segredos (risos)
Ruralidades – É uma estrelícia?
João Mendes - Sim, uma estrelícia gigante.
Ruralidades – E esta árvore? Como se chama?
João Mendes - É um eucalipto.
Ruralidades – Não pode ser… tem uma flor vermelha…
João Mendes - Certo, mas é um eucalipto ficifolia, de-flor-vermelha. Mas olhe que todos os eucaliptos dão uma flor!
Ruralidades – E qual é o nome desta planta, que aparece sempre nas divisórias das auto-estradas?
João Mendes - Nerium Semi Enana Rosa.
Ruralidades – Tem aqui canas da índia…. Ou será bambu?
João Mendes - É a mesma coisa – as canas da índia são uma das muitas variedade de bambu.
Ruralidades – E estas canas não preferem a meia-sombra?
João Mendes - Não, desde que tenham humidade até gostam de sol. Contudo, se ficam ao sol adquirem a tonalidade de um verde mais claro – se ficarem à sombra as folhas ficam verde-escuras. Depende ainda muito do tipo de terreno, se foram mais calcários, ou mais férreos….
Ruralidades – É como a cor da flor da hortense, não é?
João Mendes - Sim, pode ser azul ou rosa consoante o tipo de solo.
Ruralidades – Tem aqui uma duranta?
João Mendes - Sim, dá uma flor azul muito atractiva.
Ruralidades – E esta amarela – como se chama?
João Mendes - Alamanda.
Ruralidades – Vejo que também vende palmeiras. As que se encontram com as folhas dobradas e algumas até partidas podem vir a recuperar?
João Mendes - Sim, recuperam porque como pode reparar estão verdes no meio, no centro de planta. Tive que as por na terra porque no vaso não recuperavam.
Ruralidades – Esta palmeira é muito gira, de folhas largas - como se chama?
João Mendes - É uma plmeira-do-méxico (washingtonia robusta) e uma palmeira-da-califórnia (washingtonia filifera). Esta última é mais fina, tem o tronco menos grosso.
Ruralidades – São transportadas em camiões, certo?
João Mendes - Não, só em vaso.
Ruralidades – E estas?
João Mendes - São as cycas.
Ruralidades – Qual o preço de uma coisa desta?
João Mendes - 135 euros.
Ruralidades – E quanto tempo demoram a chegar a esta altura?
João Mendes - 10 a 15 anos. São muito lentas de crescimento.
Ruralidades – Vende muitas palmeiras?
João Mendes - Já se venderam mais. Mas foi sempre um negócio atractivo
Ruralidades – Qual o preço de uma palmeira deste tamanho?
João Mendes – 500 Euros. Demoram cerca de 20 anos a atingir esta altura
Ruralidades - Quem as compra? As autarquias?
João Mendes – Sim, mas alguns particulares também para os seus jardins
Ruralidades - E estas palmeiras cujas folhas estão protegidas por uma cobertura de palha?
João Mendes - São palmeiras-da-China adquiridas recentemente . Estão protegidas para não se partirem. A protecção será retirada na primavera, assim que elas estiverem devidamente enraizadas.
Ruralidades – E ervas aromáticas? Também as tem?
João Mendes - Sim. Tenho algumas. Hortelã, cebolinho, manjericão, menta, erva cidreira, erva-das-bruxas, verbena….
Ruralidades – Agora, que estamos a entrar em período de férias de verão e de longas ausências, tem algum conselho para quem tem plantas em casa?
João Mendes - Bem, isso é fácil – ou as entrega à vizinha, ou assim que vier compra outras (risos). Não sei… às vezes a técnica de deixar um prato grande com água por baixo pode salvar uma planta durante todo o mês. Depende da planta. Até podem morrer por ter água a mais.
Ruralidades – É verdade que as plantas gostam que fale com elas?
João Mendes - É verdade, é. Eu até tive que por música na estufa para elas crescerem (risos). É verdade, são seres vivos. Quando cá vem um cliente e começa a fazer muitas perguntas até prefiro que eles falem directamente com as plantas do que comigo (risos).
Ruralidades – Qual a sua ou as suas plantas favoritas?
João Mendes - Gosto muito das oliveiras.
Ruralidades – Mas isso é uma árvore.
João Mendes - Exactamente. Mas sempre gostei muito de oliveiras e pinheiros. Mas se me falar em plantas ou flores posso dizer-lhe que gosto muito de rosas.
Ruralidades – Então permita-me que lhe ofereça esta fotografia de uma rosa chá em sede de agradecimento pelo tempo que despendeu connosco. Muito obrigada.



























































