Aprender de A a Z
Entrevista: Tomate

Lombardo – Maria Emília, para se criarem tomates, é preciso deitar primeiro as sementes num alfobre?
Maria Emília – Sim. Só depois de atingirem uns 15 cm de altura é que transplantamos a planta com um pouco de raiz para o terreno definitivo. Espetamo-la no rego com a ajuda de uma estaca e já está. É muito simples – o método é sempre o mesmo para quase todos os produtos hortícolas.
Lombardo – De onde vêm as sementes?
Maria Emília – Estão dentro do tomate, tal como no pepino e no pimento – espreme-se o tomate para cima de um papel ou de um pano, sai o sumo com as sementes e vai a secar ao sol ou à sombra durante 2 ou 3 dias.
Maria Emília – Depois de secas, ficam agarradas ao papel ou ao pano e raspo-as com uma faca para dentro de um frasco ou de um lata que tem que ficar bem fechada. Devem ser guardadas num local escuro e seco. Aliás, é assim que se devem guardar todas as sementes.
Lombardo – Quando se faz o alfobre?
Maria Emília – Nesta terra, é em finais de Janeiro, inícios de Fevereiro e estão prontos para o transplante a partir de Março, Abril. Para consumo só em Julho, Agosto.
Lombardo – A rama do tomate vermelho é diferente da do tomate verde?
Maria Emília – É igual. Só se distinguem pela cor.
Lombardo – É preciso adubar os tomateiros?
Maria Emília – Sim, gostam sempre de um pouco de adubo.
Lombardo – E como é em termos de rega?
Maria Emília – Não precisam ser regados todos os dias, mas de vez enquando convém. É conforme se está muito calor, regam-se mais ao final da tarde ou de manhã.
Lombardo – Eles crescem em altura, não é? Cerca de 60 cm? Precisam de um tutor que os guie e segure?
Maria Emília – Sim, coloco uma empa de oliveira para se irem agarrando aos seus pequenos ramos. Desta forma, não tombam para o chão.
Lombardo – Os tomateiros também podem vir a sofrer de alguma praga ou doença, presumo?
Maria Emília – Sim, apanham moléstia ou o míldio. Por isso é que há muita gente que os sulfata.
Lombardo – Maldita bicharada. Dão cabo de tudo!
Maria Emília – (Risos) Sim. Mas sempre vai sobrando alguma coisa para comer. É melhor do que encher a produção de produtos químicos.
Lombardo – Obrigado, Maria Emília!






