Aprender de A a Z
Entrevista: Pimento

Lombardo – Estou aqui a ver pimentos... Como os semeou?
Maria Emília – Utilizei as sementes de um pimento maduro, sabe, aquelas que se vêem quando cortamos ao meio um pimento, meio esbranquiçadas e pequeninas. Sequei-as e guardei-as para as semear na altura própria.
Lombardo – E coloca na terra quantas sementes de cada vez – duas, três?
Maria Emília – Pois, têm que se deitar num alfobre e quando nasce a folha faz-se o transplante da planta já com a raiz. Colocam-se aí de 20 em 20 cm.
Lombardo – E são atacados por pragas e doenças?
Maria Emília – Sim, antigamente não o eram, mas hoje quem quer ter alguma coisa tem que estar sempre a tratar a produção, neste caso, teria que ser um produto contra o míldio.
Lombardo – Como sabe que o pimento está bom para consumo?
Maria Emília – Á medida que o tempo passa, o pimento vai engrossando, vai crescendo. Neste caso, não tem nada a ver com a morte ou secagem da rama. É apenas o tamanho do produto que permite saber se já pode ou não ser consumido.
Lombardo – A rama do pimento verde é igual à do vermelho ou da laranja?
Maria Emília – Sim. A diferença está apenas na cor e no sabor.
Lombardo – Precisam de muita água?
Maria Emília – Sim, na altura do verão têm que ser regados quase diariamente, senão morrem.
Lombardo – E sol?
Maria Emília – Gostam muito, senão não se criam.
Lombardo – Qual a melhor altura para os plantar?
Maria Emília – Nesta zona, é em Maio. Depois deixam-se engrossar e em Agosto já estão prontos. É como os pepinos.
Lombardo – As coisas que a Maria Emília sabe. Estou sempre a aprender!




