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Entrevista: Fava (Santiago do Cacém

 

 

 

 
 
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Luís Kaizeller – Um amador com um simpático índice de produção de cariz familiar provou ao Ruralidades que nunca é tarde para se começar a tirar os proveitos que a terra nos pode dar. Nascido em Setúbal em 1942, começou por plantar árvores de fruto, mas são os produtos hortícolas que mais interesse lhe despertam.

 

 

 

Lombardo – Dr. Luís, ensine-nos lá a semear favas.

Luís Kaizeller – Bem, primeiro tem que se lavar o terreno, retirar as daninhas para que não abafem a cultura.

 

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Luís Kaizeller – Depois de lavrado, fazemos um pequeno rego para delimitar a linha de cultivo.

 

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Luís Kaizeller – De seguida vamos abrir uns pequenos covachos (não muito profundos) e colocar 2 ou 3 sementes com uma profundidade de cerca de 3 a 4 cm.

 

 

 

Luís Kaizeller – É um processo relativamente idêntico ao de semear ervilhas. Apesar de também não serem exigentes em adubos azotados, deito sempre uns grãozitos de adubo e cobro com um pouco de terra de vaso.

 

 

 

Luís Kaizeller – De seguida, deito as sementes nas pequenas covas que abri e volto a cobri-las com mais um pouco de terra de vaso. Faço uma fila e semeio com uma distância entre covachos com cerca de 30 cm.

 

 

 

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Lombardo – Estamos em Novembro, o momento ideal para a sementeira. Que cuidados terá que ter daqui para o futuro para que o faveiro dê os seus frutos?

Luís Kaizeller – Bem, como estamos no sul do país, onde chove menos, terei que ter especial atenção à rega, por aqui um tubo gota-a-gota para garantir que não há períodos de seca. Mais tarde, e se quiser um maior desenvolvimento das vagens, terei que despontar os rebentos localizados acima da sétima flor, embora normalmente este acto apenas se pratique nas zonas mais frias do país.

 

 

 

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Lombardo – Muito obrigado pela sua colaboração.

 

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